segunda-feira, 30 de junho de 2008
No aguardo
Uma sensação de espera. Algo vai acontecer. Apenas essa a certeza.
Tenho que esperar para saber.
Pecados
Quem manda? Quem obedece?
Segundo as regras de definição de Napoleão de acordo com os graus de inteligência e iniciativa ordenavam as classes no seu exercito.
Generais: homens inteligentes e de iniciativa. No ultimo grau, soldados.
Ouvi essa historia esses dias...
Meta do dia: Fuja de soldados com iniciativa.
Trilha sonora: Eis o malandro na praça outra vez...
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
A poesia da dor
INTERESSANTE E CRUEL
Djavan teve uma mulher chamada Maria,
os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida,
mas sua mulher teve um problema na hora do parto e
ele teria que optar por sua mulher ou por sua filha....
Ele pediu ao médico que fizesse tudo que pudesse para
salvar as duas, mas o destino foi duro e a mulher e a filha
faleceram no parto.
Agora é possível 'sentir' a letra da música.
Conhecendo esta breve história passamos a
ouvir a música sob novo contexto, entendendo
como a dor pode ser transformada em poema e arte.
'Flor de Lis'
'Valei-me, Deus! É o fim do nosso amor
Perdoa, por favor, eu sei que o erro aconteceu.
Mas não sei o que fez, tudo mudar de vez.
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei.
Será talvez que a minha ilusão, foi dar meu coração,
com toda força, pra essa moça me fazer feliz,
e o destino não quis, me ver como raiz de uma flôr de liz.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira.
Morto na beleza fria de Maria.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu.
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu...
domingo, 8 de junho de 2008
Binóculo
Dormi preocupada. Estranho como somos observadas sem notar. Um “te conheço faz muito tempo. Sempre te via sair do teu prédio”, vindo de um recém “velho conhecido” totalmente estranho.
Pânico. Falta de solidariedade? Educação?
Não percebo o mundo que me percebe. Que louco isso.
Se bem que sou distraída. Comum um “Oi metida, não olha do lado não? To te chamando e você nem tchum” ou então “ontem você passou por mim e nem me disse oi”.
Réu confessa: se não cumprimento é porque não vi. Alias, nunca vejo nada. Passo apenas. "eles passarão, eu passarinho"
Piada do ano: sou tímida. Olho para o chão quando ando. Não consigo lidar com cantadas ou algo similar. Falo pelos cotovelos a fim de ninguém perceber que sou acanhada.
Perdoe a contradição que me invade. E por favor, apresente-se antes que seja tarde.
Trilha sonora: “não pense que é covardia é apenas timidez...”
Meta do dia: descobrir de onde saíram esses três roxos em meu joelho.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Invadindo II – O retorno
Falta praticamente um dia para uma partida. Uma partida que já estava anunciada, mas que aperta o coração porque vai se confirmando a cada minuto.
Meu apê, que é zinho, teve que virar dois a partir desta tarde. Meus móveis se duplicaram: duas geladeiras, bancos que até então eu não tinha, além de microondas e produtos de limpeza, tapetes e louças que não faziam parte dele. Malas, travesseiros e edredom se confundem em meio às minhas coisas. É que a vizinha do andar de cima vai voltar pra São Paulo, depois de quase um ano na cidade do sol quente e calor intenso.
Nas idas e vindas entre os apês no início da tarde foram inevitáveis as recordações e até mesmo o chororô. Claro, impossível não lembrar de praticamente todas as coisas que entraram ali. As decisões e indecisões. Os bons negócios e os maus negócios. Desde a escolha da cor dos talheres, dos pratos, dos utensílios de banheiro.
Do abridor de lata comprado na padaria pra fazer uma comidinha na correria até o balde que teve de substituir um outro que já não servia tão bem... Tudo aquilo que carrega tantas histórias e muitas vezes trapalhadas nossas agora está empilhado no meu apê. Muitas delas foram compradas juntas. “Eu quero o verde”, ela dizia rápido, sobrando pra mim o laranja...
Moramos juntas. Claro que moramos, embora cada uma em seu cantinho. E é aí mesmo que estava a graça da divisão. Sem brigas, sem crises, só a parte boa: a união para preparar o almoço, para assistir o jogo, a novela, falar besteira, sei lá. A graça de interfonar para subir ou descer com as panelas (ou a panela!rs), combinar a cervejinha ou simplesmente papear.
Eu e a Flávia moramos juntas mesmo antes de ela escolher onde iria morar. Logo que chegou a Cuiabá foi no meu quarto que ficou. Não ficávamos tanto juntas desde os tempos da faculdade em Piracicaba, quando os papos se limitavam praticamente a comentários de baladas. Não, em Cuiabá foi diferente, bem diferente. Depois enjoou de mim e, com a chegada do Fabiano, foi para um hotel. Voltou pro meu quarto em menos de um mês, e em seguida encontrou um lugar pra ficar definitivamente. Não demorou muito tempo e pro mesmo prédio me mudei.
A partir de segunda-feira muita coisa vai mudar nas nossas rotinas. Já não vamos ser mais companheiras nos almoços, nas idas à padaria, e na volta pra casa. No bar ela também não vai estar, e a tensão nos jogos do Palmeiras vai ser diferente sem a japa dando chiliques.
Vão ficar algumas de suas coisas, já que não cabem na mala. Prometi guardá-las. Outras ela até pensa que vai levar, mas já estão comigo. É como diz a Ana (a da franjinha), o nosso egoísmo às vezes não nos deixa enxergar que a Fla está voltando pra SP em busca da felicidade dela, além de matar a saudade de quem ficou por lá. É que quando a gente gosta de alguém, a gente quer ter por perto.
É guria, o seu lugar está guardado aqui. Melhor encarar essa partida não como um adeus...
(Ana Paula, mas não a titular do blog)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Alfinetando... (parte 7)
Eu sei que o amor valeu
Tá na cara que você não me esqueceu" (Tim Maia)
Ou não?
Agora que avacalhou tudo por aqui com a entrada de terceiros postando verdades, meias verdades e mentiras sinceras...
Vamos lá, hora de reorganizar a casa.
Você tem razão Ana (sem franjinha). “Na saudade virá a verdade” que por sinal eu que falei... enfim.
Que verdade é essa que não mata ou ao menos ameniza essa saudade?
Seria melhor uma inverdade consoladora do que essa verdade corrosiva.
A verdade não muda os fatos. As ações mudam a coragem muda, a determinação muda, mas a verdade, no caso, é indiferente.
A verdade às vezes não convence.
Tudo seria diferente?
Igual
Medo
Felicidade
Angustia
Alegria
Contradição
Tesão
Sorte
Raiva
Carinho
Cansaço
Fome
Sede
Sorriso
Dor
Covardia
Coragem
24 hs
Um dia...e nada mais!
Trilha sonora: Pois bem cheguei. Quero ficar bem a vontade na verdade eu sou assim...
Meta do dia: dormir com o celular desligado
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Invadindo...
Olhos nos Olhos (Chico Buarque)
Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci.
Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais.
E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.
Quando talvez precisar de mim
‘Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

Músicas não tocam à toa. Não foram escritas à toa. Coincidência ou não, a trilha sonora de ontem estava perfeita. E eu cantava do lado de cá, sem sequer saber do que acontecia do lado de lá da mesa...
Há uns dois meses, uma pessoa me disse: “na saudade virá a verdade”... ela veio! Bateu em uma porta no momento certo.
Uma outra verdade, em circunstâncias diferentes, veio em outra hora. E apareceu como um tapa, que já estava guardado há meses...
Meta: não fazer merdinhas, ta, Ana?
(Ana Paula, mas não a da franjinha...!)
sábado, 24 de maio de 2008
Compre uma e leve 4!
Auto-convencimento
EdiTORANDO
Eu: Amanhã é o niver da Fráaaaa. Vamos fazer alguma coisa?
Borto: Lógico que não. É domingo.
Eu: Que seja. Vamos fazer o que?
Serjão: Então, é amanhã. Ta certo!
Borto: Nãooooo. É dia 25, domingo...
Serjão: É amanhã. Veja a hora...
Eu: Duas e dez... Viu palhaça, já é sábado...
Serjão: Entenderam agora para que serve um editor!?!
Trilha sonora: Tem dias que a noite é foda!
Meta do dia: só hoje não vou beber!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Vale tudo!
- Acordar com o beijo da Luiza seguida de lambidas da Talulah;
- Curar ressaca na piscina:
- Comer chocolate;
- Tramar esquemas com a Ana;
- Almoçar em casa...
"Boi de piranha"
Com alvará...
Sou Ana do dique e das docas
Da compra, da venda, das trocas de pernas
Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das fichas
Sou Ana das loucas
Até amanhã
Sou Ana
Da cama, da cana, fulana, sacana
Sou Ana de Amsterdam
Eu cruzei um oceano
Na esperança de casar
Fiz mil bocas pra Solano
Fui beijada por Gaspar
Sou Ana de cabo a tenente
Sou Ana de toda patente, das Índias
Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada
Sou Ana, obrigada
Até amanhã, sou Ana
Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos
Sou Ana de Amsterdam
Arrisquei muita braçada
Na esperança de outro mar
Hoje sou carta marcada
Hoje sou jogo de azar
Sou Ana de vinte minutos
Sou Ana da brasa dos brutos na coxa
Que apaga charutos
Sou Ana dos dentes rangendo
E dos olhos enxutos
Até amanhã, sou Ana
Das marcas, das macas, da vacas, das pratas
Sou Ana de Amsterdam
Alfinetando... (parte 6)
Você não sabe
E nunca, e nunca,
E nunca, e nunca,
Vai saber porque
Pois você não sabe
Quanto vale 5 minutos,
5 minutos na vida...
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Como assim?
Controlando
O que é ter controle da situação? Saber das limitações? Controlar o tesão? Prever o perigo? Ser o próprio cais?
No meio de um turbilhão, depois de choros e velas, eis que vem a surpresa.
Seria esse tal de autocontrole ou mais uma vez a covardia?
Não estou falando dos tombos cinematográficos e nem mesmo dos foras extraordinários. Falando nisso, nenhum tombo em uma semana. Nenhum hematoma no corpo. E olha que estive me aventurando por terrenos perigosos...
Seria o equilíbrio da mente sobre o corpo?
Trilha sonora: O que será que será?
Meta do dia: Morrer de tanto escutar Chico...
Fases
Eu achava que já tinha passado pela fase de descobertas e que agora seriaMinha ambição vai de encontro ao palpável. Tudo bem que nunca coloquei
Nessa toadinha vou levando. Não menos feliz do que na época
a novidade total, mesmo já estando morto e enterrado à mil anos antes de
eu me achar gente, daí Cazuza, também morto e legião, ainda vivo. Brincávamos
Dirigir já não tem mistério. Tudo gira em torno do mesmo mecanismo. Viver
já não tem mistério. É fato. Problemas são diferentes em primeira instancia,
mas nada tira o fato de ser problema. Rotina. Um ou outro desafio que no
final viram situação.
Ontem eu olhei a lua. Cheia. Linda como jamais vi. Senti prazer em ficar
olhando a lua. Por alguns instantes, intensos...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo, e amo-a por isso. Porque quem ama nunca sabe o que ama, nem sabe por que ama, nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência, e a única inocência não pensar...
De concreto, ainda ao som dos heróis mortos, hoje, quero o abstrato.
Bastou olhar a lua...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Dores
- Aiiii tô com dor de parto!
- Só se seu útero for no baço!
- Toda dor que eu tenho eu digo que é "dor de parto". Deve ser a pior dor do mundo. Entendeu?
-Simmm. Dizem que é dor de parto, depois pedra no rim e dor de dente as piores né?
- Isso é porque vocês nunca tiveram hemorróidas!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Escorregando...
Caiu do escorregador de cara no chão!
"Tia foi assustador. Eu fui caindo, caindo e o chão não chegava. Ai chegou"
Comemorando?
Abriram as senzalas, troncos queimados, capitão-do-mato desempregado... enfim.
Dai vem um incorformado com tal liberdade, cria a imprensa, a redação e mete um monte de jornalista dentro.
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"
Senzala
Comemoremos a abolição da escravatura!!!!!!! Êeeeeeee
Neguinho hoje não pode ser chamado de crioulo, preto ou algo que o valha.
São negros. Qualquer outro: processo.
Confesso que amo quando me chamam de Nêga, Morena ou algo que lembre que sou um Brasil colonial. Meu sangue é negro, amarelo e vermelho.
Tenho uma nação pulsando nos meus limitados 1,62.
A Luiza diz que somos chocolates. Ela adora ser chocolate.
Trilha sonora: eu sou neguinha!
Meta do dia: pegar sol para reafirmar a cor.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Frase do dia
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Desatando
Tudo resolvido!
Novamente a velha sintonia, uma nova descoberta!
Vale a pena morrer de amor pra continuar vivendo!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Abastecendo
50?
Isso.
Certinho.
Obrigado.
(abrindo a bolsa)
Moça com todo respeito: "Você é muito linda!"
(silencio seguido de riso embaraçado)
Tanque cheio. Ego cheio.
Cliente satisfeito.
Rotina
Quarta-feira.
E eu ainda amo tudo isso.
Tanto que quero mais.
Café numa mão e uma ideia na cabeça.
E no desenrolar uma bela historia.
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
A força do tempo...
Antes da balada
Palhaça, você vai com que roupa?
Sei lá. Você vai do que? Calça ou vestido?
Ainda não sei.
Dá uma idéia.
Só garanto que tem que ser algo com sutiã.
kkkkkkkk
Serio. Meus peitos estão tentando fazer amizade com meu umbigo. Estão querendo estreitar os laços. Ficar alinhados.
Que ridículo.
Também acho.
Roxos.
A vida deixa marcas. Eu sou a prova viva disso. Sou quase um dálmata. Hematomas freqüentes. Distração ou intensidade de viver? Seja o que for. Dói.
“Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra.”
Ou o que valha.
Cabeça nas nuvens? Como se meus pés vivem sujos de terra?
Alfinetando... (parte 5)
"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro" Sigmund Freud
Talismã
Meio da tarde, entre um livro e uma soneca. Domingo, pé de cachimbo... - Alô, nossa o que foi? Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem?
- Esta sim Ana. Liguei por coisa boa. Lembra aquele olho grego que você tinha visto? Estou vendo um igualzinho, lembrei de você. Só liguei porque estou em duvida, você disse que só gosta de prata e esse tem dourado em volta...
- Nossa que surpresa. Tanto faz.
- Mas você só usava prata.
- Eu mudei. Onde você esta?
- Vim passar o feriado
- Que delicia.
- Bom era só isso. Beijos minha querida. Saudades.
- Beijos
Ainda domingo. Entre um sorriso, um livro, uma lembrança e uma soneca.
...o cachimbo é de ouro, bate no touro. O touro é valente, machuca a gente...
Trilha sonora: Você lembra, lembra! Daquele tempo. Eu tinha estrelas nos olhos
Meta do dia: ser sempre uma historia boa, uma saudade feliz... e continuar sendo.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Alfinetando... (parte 4)

O empreiteiro Neil Gray, de 44 anos, levou uma semana para erguer uma estufa de plantas e um pórtico de entrada na casa de Anita Dovey na cidade de Shoreham (Inglaterra). Isso foi às vésperas do Natal. Como até a semana passada Anita ainda não havia acertado as contas, Gray decidiu pôr tudo abaixo. "Preferi fazer isso a deixá-la se aproveitar de graça do fruto do meu trabalho. Não vou ser feito de otário por ninguém."
Ps: que isso não seja levado ao campo sentimental... já pensou? "A infraero informa a chegada do vôo 888 com destino Cuiaba-China. Embarque imediato"
sábado, 26 de abril de 2008
Frase do dia
Mar y Ana
Mariana. Audaciosa. Teve a coragem de me cobrar o pedaço que trouxe dela. Mal sabe ela que a troca foi justa. Trocamos nossas partes. Trouxe vocês. Cearenses agora Pantaneiros. E fiquei Iracema Pantaneira.
Equilibramos o sal do mar com o doce dos rios. Ficamo sonsos. Sem sabor.
Sem o sabor das parcerias musicais. Sem a cumplicidade do Poetinha, Elis, Chico -muito Chico- as confidencias super secretas, as hiper-hipo glicemias...
Olhar o céu. Olhar o mar. Cantar. Isso é Mariana.
trilha sonora: Rumo, estrada turva, sou despedida. Por entre lenços brancos de partida...
meta do dia: torcer por promoção da Gol, Tam ou o que valha.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Abóbora
Acho que afinei meu instrumento. Cabeça e corpo na mesma sintonia. Um não traindo o outro. Meu corpo te ignorou. Estranho. Ele ainda resistia O olhar sem brilho. Permaneci até acreditar que agora aquela era a realidade. Vazio. O medo de ser enganado por mais alguém alem de si.
Que siga a vida. Que permaneçam as lembranças. As boas. Todas então. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença.
Sem mais fantasia. Já é meia noite.
Trilha Sonora: Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos, meu Sangue Latino...
Meta do dia: Sorrir!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Laços.
Você é aquilo que lhe cerca.
Ouvi essa hoje.Tive bons momentos nessa quinta feira. Numa correria fora dos dias normais tive a chance de conversar com varias pessoas que já estiveram ao meu lado. Continuam tirando o pequeno detalhe de alguns milhares de quilômetros. Insignificantes quanto à intimidade, desesperadora na impossibilidade do toque. Enfim, saudade.
Relembrei minhas amizades. Anos de cumplicidade. As novas já velhas no companheirismo. As velhas sempre renovadas.
Selecionadas. Leais. Vivas. Reais.
Nas idas e vindas, cais.
Sou sim aquilo que me cerca. Um mosaico de fragmentos de tudo isso.
Na partida ou na chegada. Amizade.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Manhêeeee

Se mãe é padecer no paraíso, ser filho é se perder no supermercado.
E eu pensando que isso era apenas exclusividade da minha. Já prestaram atenção no quanto de chamado de filhos a procura das mães que anunciam nos supermercados a fora?
Quando eu penso que ela ainda esta escolhendo bananas ela já esta comprando sabão
- Filha pega que eu esqueci limão.
E lá vou eu na solitária e acida missão.
- Vou estar aqui na sessão de carnes ta.
Dezoito idas e vindas pelas gôndolas, quinze minutos depois, encontro minha doce mãezinha na padaria.
- Mãe você falou açougue.
- Você demorou demais.
Nem adianta falar que eu demorei porque estava a sua caça. Mãe também costuma ficar surda enquanto faz compra.
- Ah Filha, esqueci dos ovos. Pega lá que eu vou para o caixa ta.
Atenção senhora Lúcia. Sua filha Ana Paula a aguarda aqui no balcão de informação.
Ligações... alô?
É estranho como algo que era tão prazeroso em pouco tempo pode ser obrigação.Um simples telefonema antes habitual, animador, hoje pensado, pesado. Evitado até o limite do inevitável. Nem de longe como um dia foi indispensável. "São três horas da manhã, você me liga
Pra falar coisas que só a gente entende
São três horas da manhã, você me chama
Com seu papo poesia me transcende..."
(Pato Fu)
E agora?
Mas o que é o “agora” senão uma constante em minha vida?
Sempre estou nesse “agora”...
Será que agora é a hora?
Brincando com a Luiza
Você tem cara de biscoito!
Você tem cara de tia velha!rs
O que? Se eu tenho cara de tia velha você tem cara de chiclete!
Você tem cara de abelha!
E você tem cara de banana e corpo de meleca!ecaaaaaaaaa
E você tem cara de Bruxa e corpo de melancia!
...
Acabou a brincadeira! Apelô!
Trilha sonora: O mundo lá sempre a rodar. Em cima dele tudo vale...
Meta do dia: sobreviver a qualquer custo!
Alfinetando... (Parte 2)
"É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber."
Sigmund Freudterça-feira, 22 de abril de 2008
Espelho
Nada como poder observar o mundo. Não estou falando dos pássaros cantando e das manhãs risonhas dos poemas de amores correspondidos. Nada disso.
Se
Hoje eu acordei inexplicavelmente feliz. Vale ressaltar o comentário simpático
Digo observar o que rola no mundo. Analisar as pessoas. Tomando café pela
Nem quis saber qual o contexto, ou o porquê da observação. Pensei cá com minha audaciosa relação com o equilíbrio que não possuo. “Tadinha deve ser duro viver se enganando”.
Lembrei na hora de como fico feliz quando compro uma roupa tamanho M mesmo com a vendedora dizendo ser um M grande. Ou mesmo quanto teimo em comprar calça numero 40 e depois trocar por uma 42 porque a fôrma é pequena.
É, deve ser duro. Tadinha.
Meta do dia: não prestar atenção nas conversas alheias.
Boa!

Empresa lança papel higiênico literário na Espanha
A empresa espanhola Empreendedores está lançando rolos de papel especial onde aparecem impressos clássicos da literatura mundial para que o usuário vá lendo enquanto permanecer no banheiro. O produto, vendido só através da internet, inclui trechos de literatura clássica, teatro, poesia e até textos sagrados da Bíblia e do Budismo.
E surge aí um conflito interessante: limpar o traseiro com uma bela obra e o dilema moral que isso representa...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A verdade!
Vivo aprisionada em uma realidade que muitas vezes noto não ser a minha. Onde a saudade da tal liberdade recém vivida me assombra com as cobranças ditadas por uma inocência já perdida.
Renascer hoje, nada mais é que morrer para tudo isso e focar a luz dessa tal "felicidade" simplória no que há de mais escuro
Simples assim!

Tudo começou com minha sobrinha Luiza que fez o seguinte comentário depois de assistir o final de um filme comigo em que a cena era um beijo apaixonado:
“Sabe tia, dava pra você e o tio (olha a curiosidade) fazer esse filme. Pena que tem gente que não sabe amar né”.
Sem nem metade do meu tato ela respondeu na bucha:
“Sabe tia, tem gente que não aprende que tem que ser feliz e tem que ficar junto. Porque você fica triste aqui, ele também, e eu fico sem meu tio?”
Eis que já estava pronta para voltar ao matadouro quando sou surpreendida com o seguinte comentário:
“Tia é tão simples. Liga para o tio fala que a gente ta aqui daí ele vem aqui e todo mundo volta a ficar feliz.”
Por um momento, diante da facilidade, da simplicidade, da pureza, da expressão de alegria nos olhinhos dela senti vergonha da minha condição de adulta.
Como complicamos o que deveria ser tão fácil. O perdão, a determinação, a falta de pressão social que gira em torno de um relacionamento... Por que crescer? Isso é evolução? Perder a inocência?
Retornei ao discurso pré-determinado, que não chocasse muito mais também não desse muita esperança. Em síntese disse que eu não era fácil, tinha feito coisas que o tio não gostou e agora irimos seguir separados. Mas que ela continuaria sendo “sobrinha” dele. (olha o povo do oriente ai me fazendo penar pelas singelas mentirinhas)
Não satisfeita ela concluiu. “Sabe tia, quando eu for gente grande eu não quero casar nem ter nada disso de namorado. Todo mundo é muito complicado. Prefiro brincar de Barbie”
"Depende de nós. Quem já foi ou ainda é criança..."
Parabenssssssss Zé!

Cara eu posso até ter lembrado que tenho um coração, mas minha cabeça continua a mesma.
Foi aniversario do Zé e eu não liguei. Calma, eu lembrei e tudo mais. Acontece que eu estava em Sapezal (
Cadê Rondon para outra expedição de telefonia (agora móvel)?
Como não dava um “E.T, telefone, minha casa” fiquei de fazer quando retornasse.
Esqueci.
Só não esqueci do quanto ele é especial na minha vida.
Tanto Zé! Mais tanto!
Presa por opção. Será?

Eu prisioneira. Dá para acreditar? Eu livre leve (cabe licença poética aqui?) e solta estou presa.
Em nome dessa liberdade toda eu abortei tantas boas intenções de caminharem ao meu lado (mais do que nunca concordo: tem louco pra tudo!), e, no entanto eu que estou no cárcere.
Cuiabá é pequena demais ou eu que apareço demais.
O fato é que estou incomodando.
E desde o momento em que descobri que tenho um coração fiquei solidária a dor alheia. Resultado: mudança total de rotina, cobrança pela ausência dos amigos e principalmente, medo da minha retomada ser uma afronta.
Então pessoas, seguiremos com a programação normal logo após os comerciais.
Saudade
Nem vou perder tempo em dizer da minha insana loucura (sim, ele vale a redundância) por Chico, Chico Buarque.
Ele parece ouvir minhas entranhas e musicar minha alma.
Enfim, é Chico. E isso basta.
Ontem ele brindou comigo a saudade. Bebemos a delicia de viver e reviver felicidades. Fragmentadas entre fantasias e verdades, ontem tive saudades.
Tive saudades do que nem foi real, foi o que me disseram.
Tive saudades dos beijos que não dei.
Da risada boba que entregavam a intimidade que nunca tivemos.
Da paz em nunca ter pousado a cabeça em seu peito.
De nunca ter te tirado do serio. De nunca ter me entregado.
De nunca tê-lo assumido.
Tenho saudades do mundo que nunca foi nosso.
Dos planos que jamais fizemos. Da cumplicidade que nunca aconteceu.
Dos segredos indecentes que nunca compartilhamos. Da chuva que nunca lavou nosso gozo. Dos amores que nunca fizemos.
Tenho saudades do que nunca foi verso com rima nem métrica.
Tenho saudades do que, um dia, eu pensei que era real. Tenho saudades de você.
Calma! Isso não será um muro de lamentações e nem mesmo um mural de recados. E relaxem, não tenho pretensão nenhuma em criar poesias.
É que eventualmente depois de beber um pouco e escutar Chico fico emotiva.
A saudade é saudável. Mesmo quando ela é fruto da historia de um só.
Chico meu cúmplice nos devaneios madrugadas a fora sabe e entende o que digo.
Dormi ao som de Todo o sentimento...
Chico é foda!
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.
Alfinetando...
Fenix
Nunca tive um ano tão intenso. Também não sei se foi tão assim. Começo a pensar que estava inerte. inspira-respira.
De estática e sem sentido, agora pulsante.
Fiz meu céu e o meu inferno.
Agora certeza.
Certeza que sempre errarei. No eterno aprendizado.
Hoje sei que sou capaz distinguir verbos que antes eram sinônimos; a humilhação e o perdão.
Sou um gigante de 1,62m.
Inflei minha vaidade de duvidas. O que antes era certeza, hoje impera o será.
Milagre?
Não.
Apenas me permiti amar.
Minha prostração reinou.
Quando intimada ao embate já era tarde.
Fiz o que pude.
Percorri todos os caminhos shakespearenianos.
Resta agora prosseguir.
Na dor descobri a grandeza do amor.
E como é desumano descobrir que o amor liberta.
Minhas juntas tão ligadas pelo egoísmo.
Por segundos achei que não conseguiria caminhar .
Olha eu correndo...
Tranqüilizando
Fico pensando se seria um bom momento de começar a escrever o que se passa nessa minha cabeça. Tenho medo de assustar possibilidades futuras de bons relacionamentos. Ou mesmo, o que seria pior, destruir uma boa imagem dos que persistem em não encarar realidade.
Aos que amam aos que odeiam sintam-se em casa.
Oscilarei entre o mais intenso amor-próprio e a perversa autodestruição. Ossos do oficio.
A certeza é que meus conflitos são limitados. Sou minha faixa de Gaza. Logo só será perigoso se você adentrar na zona de perigo. Entre mortos e feridos salvaram se todos. Até agora...
Seria bem mais fácil ser um sociopata violento...
O inicio
Entrei. Resolvi expor mais um pouco minha vida. Se já não bastassem orkut, msn, fofoqueiros, mal-amados, intrometidos e desocupados eis que resolvo abrir um pouco mais.
Bem vindos a minha confusão.










